Remate de andebol sobre a plataforma de dinamómetro

 

 

Situação problema I

 

 

Situação

–          Remate de andebol sobre a plataforma de dinamómetros;

–          Limites a considerar: a barra vertical da plataforma e a parede (não poderá tocar em nenhuma delas)

–          Posição: um pé apoiado junta à barra vertical da plataforma; remate na horizontal tão alto quanto possível;

 

POSIÇÃO 1 – Bacia tão avançada quanto possível;

 

POSIÇÃO 2 – Mão de remate, ombro, bacia, pé de apoio – em linha recta;

 

POSIÇÃO 3 – Bacia sobre o pé de apoio.

 

 

 

 

PERGUNTAS

 

  1. 1.      Defina experimentalmente a posição dos 3 centros de massa.

 

A localização do C.M. (centro de massa) do corpo humano que contém dois ou mais segmentos móveis é mais difícil do que para um corpo não segmentado.

Um dos procedimentos (usado no séc. XVII) para determinar o C.M. do corpo humano

(método aplicado neste trabalho) foi posicionar o rematador estaticamente sobre uma prancha de madeira com uma ripa de madeira por baixo desta mesma prancha. Mediante uma variação da posição da ripa em duas situações contrastantes a meio da prancha, levou por conseguinte à determinação do ponto de equilíbrio, ou seja, do centro de massa do rematador . posteriormente, com uma fita métrica mediu-se a distância que vai desde o centro de massa ao solo, fazendo no solo uma perpendicular .

 

 

POSIÇÃO 1  (Bacia tão avançada quanto possível)

 

 

 

LEGENDA:

F1–Força de reacção da bola

L1–Braço da resistência

L-2-Braço da potência

P   –Peso

.

 

 

POSIÇÃO 2 (Mão de remate, ombro, bacia, pé de apoio – em linha recta)

 

 

LEGENDA:

 

L1–Braço da resistênciaL2–Braço da potência

P   –Peso
F 1–Força de reacção da bola


 

 

 

 

 

 

 

 

.

POSIÇÃO 3 (bacia sobre o pé de apoio)

 

 

LEGENDA:

L12–Braço da resistência

L–Braço da potência

P   –Peso

F 1–Força de reacção da bola

 

 

 

 

 

Legenda:  _!_  (Perpendicular)

CM  ( Centro de Massa)

 

 

2  Defina o momento da potência ( força do remate ) e o da resistência ( reacção da bola)

 

 

O efeito rotatório criado pela aplicação de uma força é designado por — Momento da Força . Algébricamente o momento é o produto da força pela distância  _!_  da linha de acção da forçaao eixo de rotação:

 

MF= F *d_!_

 

onde  MF = momento da força, F = valor de uma das forças envolvidas e = menor distância, ou perpendicular, entre as linhas de acção das duas forças ( o chamado braço momento).

 

Compare as 3 situações ( posição 1, 2 e 3)

 

Fazendo uma análise às três posições em estudo, pode-se observar várias diferenças, diferenças essas na qual nos permite realizar forças com diferentes intensidade, ponto de aplicação, direcção e sentido.

Na posição 1, na qual a bacia se encontra tão avançada quanto possível, ocorre um maior aproveitamento do vector peso na realização de uma força de tracção. Comparando as posições 1 e 2 verifica-se esse aproveitamento do peso, devido a uma variação da relação centro de massa base de apoio. O ângulo que o indivíduo faz com o solo na posição 1 é de 79,56º , e na posição 2 é de 84,83º, logo se pode concluir a influência que o ângulo tem na realização da intensidade de força . Assim, sabendo que o ângulo que o indivíduo faz com o solo é proporcional ao ângulo que a força aplicada na bola faz com a sua componente F (fig.)  e com o ângulo que o peso faz com F, podemos após realização de alguns cálculos concluir que a força aplicada na posição 1 é maior do que na posição 2 devido ao ângulo referido e a esse aproveitamento do vector peso.

 

 

 

FIG. 1

 

Pode-se observar na posição 2 um bloqueio da bacia ( eventual lesão articular ,muscular ou medo), também ocorre parcialmente a nível do membro superior o que irá fazer com que ocorra uma “travagem” no percurso de aceleração.

Na posição 3 verifica-se um bloqueio, mas esse bloqueio (eventual lesão articular, muscular ou medo), não influência um eventual bloqueio dos membros superiores, ocorrendo um aproveitamento do percurso de aceleração do membro superior, na qual vai permitir realizar uma força com maior intensidade.

Na posição 1 verifica-se um aproveitamento do percurso de aceleração do membro superior, bem como da cadeia cinética utilizada pelo rematador.

Pode-se concluir na posição 1 e 3 uma maior mobilidade articular.

 

4        Relacione as conclusões do ponto anterior com os documentos de introdução ao LORD.

 

A preocupação central de análise do movimento é explicar os fenómenos, interpreta-los de uma forma cada vez mais eficaz. Os regimes e práticas de experimentação e instrumentação vigentes a nível laboratorial são um apoio à investigação ( como atrás se exemplificou através da obtenção de parâmetros para uma quantificação e uma posterior prescrição ).

L.O R.D, por exemplo, permite a médio e longo prazo um ganho de rendimento, ou permite um melhor conhecimento das situações através da investigação, de modo a gerir e controlar um processo de treino a médio e longo prazo, através de um diagnóstico e controlo das situações, sendo, por conseguinte um laboratório de análise das actividades desportivas.

Esta optimização do rendimento desportivo passa pela existência de “modelos explicativos das actividades desportivas que, possibilitem a identificação das variáveis pertinentes, para a compreensão dos fenómenos e da noção das indicações dadas pelos valores dos seus indicadores.

 

 

5        Relacione as conclusões do ponto anterior com os documentos de introdução aos modelos.

 

Como estamos a lidar com “capitais” humanos, passa pela compreensão e explicação dos acontecimentos vigentes, verificando-se uma assimilação do todo, desenvolvendo instrumentos que nos permitam a estruturação de modelos explicativos.

Podemos dizer que os modelos são o elemento estrutural do conhecimento, na qual definem uma metodologia, centrada no levantamento de hipóteses apropriadas, e desdobrar as variáveis até definir os indicadores na relação custo/benefícios pretendidos, possibilitando deste modo planear e programar a orientação daquela actividade ou situação desportiva ( ocorrendo uma prescrição ).

 

 

6        Relacione as conclusões do ponto anterior com os documentos sobre o quadro de referência e das carreiras profissionais do seu complemento ao guia do estudante das C. D..

 

Como atrás se verificou através da realização e utilização de instrumentos essenciais à orientação de uma actividade desportiva, o pormenor a que se chega para a obtenção de uma resposta credível, pode alterar a realidade nua e crua.

O quadro de referências a que uma pessoa se remete pode alterar a interpretação dos acontecimentos por um outro quadro que nos interessa, logo a necessidade de explicitar o quadro de referência em que uma pessoa se fundamenta. Como sabe é necessário esta orientação, pois, “o fenómeno deixou de ser neutro e a tripla relação fenómeno/sinal/observador permite não só uma maior precisão mas também um maior rigor…

 

 

SAD V

 

 

2         Diga como varia esta força máxima com as características de um outro rematador.

 

Outro rematador (suas características):

  • Peso do rematador ( P= 80 Kg )
  • Altura ( h= 2,10 m)

 

  • O jogador com um peso de 80Kg nas posições 1 e 3 podem efectuar uma força máxima superior, pois há a utilização do peso na realização de uma força de tracção, onde o momento de F1 tem de compensar o momento de F3.

 

  • Na posição 2 a variação da força máxima depende fundamentalmente da maior capacidade muscular deste rematador em realizar uma intensidade de força máxima superior, ou por outro lado aumentar o percurso de aceleração da bola.

 

  • O jogador com uma altura da 2,10m, tem um braço de potência e de resistência superior, com esta variação os momentos das forças vão ter uma intensidade, ponto de aplicação, direcção e sentido diferentes.

 

  • O problema do agarrar de uma bola, depende da dimensão desta (da massa), da dimensão da mão do praticante. Estes factores estão implicados na maior facilidade de libertação da bola, e do movimento que pode-se realizar, de modo a que a força máxima em qualquer uma das três situações atrás explicitadas, pode Ter uma intensidade, direcção, sentido e ponto de aplicação diferentes.

 

Relacione as conclusões do ponto anterior com os documentos de introdução ao Laboratório de Optimização do Rendimento Desportivo.

 

A preocupação central de análise do movimento é explicar os fenómenos, interpreta-los de uma forma cada vez mais eficaz. Os regimes e práticas de experimentação e instrumentação vigentes a nível laboratorial são um apoio à investigação ( como atrás se exemplificou através da obtenção de parâmetros para uma quantificação e uma posterior prescrição ).

L.O R.D, por exemplo, permite a médio e longo prazo um ganho de rendimento, ou permite um melhor conhecimento das situações através da investigação, de modo a gerir e controlar um processo de treino a médio e longo prazo, através de um diagnóstico e controlo das situações, sendo, por conseguinte um laboratório de análise das actividades desportivas.

Esta optimização do rendimento desportivo passa pela existência de “modelos explicativos das actividades desportivas que, possibilitem a identificação das variáveis pertinentes, para a compreensão dos fenómenos e da noção das indicações dadas pelos valores dos seus indicadores.

 

 

 Relacione as conclusões do ponto anterior com os documentos de introdução aos modelos.

 

Como estamos a lidar com “capitais” humanos, passa pela compreensão e explicação dos acontecimentos vigentes, verificando-se uma assimilação do todo, desenvolvendo instrumentos que nos permitam a estruturação de modelos explicativos.

Podemos dizer que os modelos são o elemento estrutural do conhecimento, na qual definem uma metodologia, centrada no levantamento de hipóteses apropriadas, e desdobrar as variáveis até definir os indicadores na relação custo/benefícios pretendidos, possibilitando deste modo planear e programar a orientação daquela actividade ou situação desportiva ( ocorrendo uma prescrição ).

MET  I / EP  V

 

Questões:

 

a)      Defina indicadores que lhe poderiam ser úteis na orientação de um treino se não tivesse a possibilidade de quantificar na posição 1,2 e 3.

 

Situação:  No remate Y, a velocidade da bola não é suficiente, sendo interceptada pelo guarda redes.

 

Hipóteses

Passa por:– diminuir o espaço,

— aumentar a velocidade (através do aumento do tempo de aceleração)

 

Objectivos—O rematador terá de inserir a bola na baliza sem intercepção do guarda redes, ou seja, t ³ t’ .

 

Variáveis—  v = a * t

F = m* a

 

 

Indicadores

 

    • Velocidade da bola;
    • Força útil (ponto de aplicação, direcção, sentido, intensidade );
    • Bacia em retroversão, não possibilita a utilização do peso ( eventual indicador de medo);
    • Percurso de aceleração reduzido;
    • Força muscular insuficiente ( a nível fisiológico e psicológico );
    • Massa da bola ( m> Þ F > );
    • Má preensão da bola – ( trava o movimento );
    • Limites da base de apoio;
    • Ângulo de saída da bola;
    • Problema articular/muscular no percurso de aceleração do braço, levando ao bloqueio ou travar do movimento;
    • Condicionamentos do contexto;
    • Remate sem precisão:

 

–elevada intensidade de força, esta vai implicar um aumento da velocidade (maior dificuldade no controlo do movimento do braço com rotação);

 

–braço muito elevado;

–bloqueio da articulação do tornozelo/joelho

–colocação do cotovelo.

 

 

 

b)     Relacione as conclusões do ponto anterior com os documentos da introdução dos modelos.

 

 

Como estamos a lidar com “capitais” humanos, passa pela compreensão e explicação dos acontecimentos vigentes, verificando-se uma assimilação do todo, desenvolvendo instrumentos que nos permitam a estruturação de modelos explicativos.

Podemos dizer que os modelos são o elemento estrutural do conhecimento, na qual definem uma metodologia, centrada no levantamento de hipóteses apropriadas, e desdobrar as variáveis até definir os indicadores na relação custo/benefícios pretendidos, possibilitando deste modo planear e programar a orientação daquela actividade ou situação desportiva ( ocorrendo uma prescrição )

Fez-se um diagnóstico, ou seja, uma identificação, definição, quantificação de indicadores através das variáveis ( força/velocidade ) em jogo de modo a definir opções a tomar para o treino daquele desportista.

 

 

c)      Relacione as conclusões dos pontos anteriores com os instrumentos apresentados.

 

Como atrás se verificou, sendo os modelos os elementos estruturais do conhecimento na qual definem uma metodologia de actuação, possibilitando planear e programar a orientação daquele desportista ou actividade desportiva, os instrumentos conceptuais e materiais são elementos fundamentais que, pelas capacidades que oferecem vão acrescentar potencialidades a esta actuação.

È de salientar na situação em análise, instrumentos fundamentais a uma actuação:

 

–          Método de Pert (instrumento que permite distribuir as tarefas num tempo, organizando-as de forma a saber as variáveis em jogo, tendências evolutivas e as interacções entre elas, para podermos encontrar o equilíbrio mais eficaz.

 

–          A digitalização permite uma análise com elevada precisão, escolhendo os indicadores mais favoráveis e pertinentes e de saber interpretá-los, é o caso dos indicadores supracitados.

 

–          As palmilhas não sendo neste caso muito preponderantes, esta permite analizar ao pormenor alguns aspectos, tais como:

– variação da colocação do centro de massa;

– a pressão exercida sobre cada um dos sensores do instrumento;

– a força exercida sobre o solo.

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