TREINO INSTÁVEL

O QUE FAZ SENTIDO? QUAIS AS EVIDÊNCIAS DA SUA EFICÁCIA?

EM QUE SITUAÇÕES PODE AJUDAR? A CONTROVÉRSIA MANTÉM-SE…

• Apesar de não existir consenso absoluto, é aceite que auxilia a reabilitação de uma articulação lesionada.
• Quanto à melhoria da performance desportiva, os resultados são contraditórios e inconclusivos.
• A ciência ainda tem muito terreno para palmilhar até ser encontrada uma posição consensual. Outros factores (tais
como a adaptação ao tipo de treino…) podem estar por detrás das contradições.

 

TREINO INSTÁVEL e REABILITAÇÃO
• Exercícios de perturbação em solos instáveis geram aumentos significativos da atividade eletromiográfica quando comparado ao solo estável, sendo esses exercícios um recurso valioso na reabilitação sensório-motora da articulação do tornozelo (Ferreira e col., 2009).
• O treino proprioceptivo é um adjunto útil para os cuidados de saúde, especialmente para atletas que não tiveram
tratamento médico para o seu entorse. O treino proprioceptivo reduz a recorrência dos entorses em 50% (Hupperets e col., 2009).

• Mas… o que é o treino proprioceptivo?
• Propriocepção é definida como a sensação de movimento (cinestesia) e posição (senso posicional) articulares, baseada em informações de outras fontes que não seja visual, auditiva ou cutânea (Aquino e col., 2004).
• A maioria da literatura associa o treino da propriocepção ao treino com plataformas de instabilidade. Porém…

• Alguns autores defendem que a propriocepção não deveria ser vista como um mecanismo de resistência à perturbação
mas, possivelmente, como um co-produto do movimento. A propriocepção deveria estar a ocorrer sempre que há movimento, mediante uma função muscular normal (Aquino e col., 2004).
• Neste sentido, o objectivo principal do “Treino Proprioceptivo” deveria ser recuperar a função muscular normal.

• A protecção reflexa da articulação de uma sobrecarga excessiva parece estar mais relacionada com uma adequada função muscular do que com o Mecanismo Reflexo Ligamento-muscular (Pope e col. in Aquino e col., 2004).
• Existe uma diferença entre o tempo de latência para o início do reflexo e o timing para a ruptura do ligamento, em
actividades dinâmicas de grande demanda de estabilização (89ms vs 34ms, respectivamente).

• A acção simultânea dos músculos ao redor de uma articulação promove um maior contacto entre as superfícies
articulares, com consequente aumento da sua capacidade de resistir às cargas externas (Markolf e col., 1978).
• É provável que o ajuste da rigidez articular através da regulação do nível de co-contração seja o mecanismo que
melhor explique o controle da estabilidade articular (Aquino e col., 2004).

 

TREINO INSTÁVEL e PERFORMANCE

• Indivíduos adaptados neurologicamente, ao treino com instabilidade, apresentaram uma maior capacidade de
activação das unidades motoras e coordenação intra e intermusuclar em comparação com indivíduos treinados
sem instabilidade, aumentando o desempenho físico e reduzindo o risco de lesões (Maior e col., 2006).
• Actividades de treino funcional/equilíbrio em grupo são seguras e eficazes em seniores e diminuem o risco de
queda (Bulat e col., 2007).

• O treino em plataformas instáveis atenua a melhoria do rendimento em atletas treinados e saudáveis. Nestes casos,
deve ser utilizado com precaução (Cressey e col., 2007).
• As diferentes formas como foi avaliada a performance desportiva tornam difícil estabelecer qualquer tipo de
comparação entre os vários estudos (…)

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