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Plano Anual de Actividades de Enriquecimento Curricular (Actividade Física)

AEC – Actividades de Enriquecimento Curricular

O Projecto de Difusão do Ensinamento de Inglês e de Outras Actividades de Enriquecimento 
Curricular, que já se difundiu debaixo da denominação de AEC, foi empregado pelo Despacho da  Ministra da Educação n.º 12.591, de 16 de Junho de 2006 e surge na sequência da ensaio obtido no ano lectivo de 2005/2006 com o projecto de Generalização do Ensino do Inglês nos 3.º e 4.º anos de escolaridade.

Este projecto incluir-se na preferência dada pelo Governo à avanço das conjunturas de ensino e aprendizagem no 1.º ciclo do ensino básico e veio solidificar o conceito de escola a tempo inteiro.
As AEC ambicionam consumar o duplo objectivo de acautelar, a extensão da escola a todos os alunos de forma gratuita, a oferta de um agregado de aprendizagens enriquecedoras do currículo e a materialização da preferência expressa pelo Governo, de impulsionar a articulação entre o  exercício da escola e o provimento de soluções úteis na pertença do apoio às famílias.

 

Objectivos do Plano Anual 

 

¦ Ser um documento de orientação para o professor da actividade e para o professor titular de turma;

¦ Permitir a consolidação das matérias ao longo do ano lectivo;

¦ Adequar número de aulas a leccionar consoante o nível dos alunos.

¦ Definir matérias prioritárias e encontrar formas de as optimizar;

¦ Facultar ao professor titular de turma as linhas de acção previstas;

¦ Permitir a curto e médio prazo um controlo mais eficaz de toda a planificação

¦ Facilitar as tomadas de decisões.

 

Competências a Desenvolver

 

O contributo da educação psicomotora constitui um elemento fundamental para o desenvolvimento da inteligência, da afectividade e da personalidade da criança, uma vez que não só lhe permite ganhar consciência do seu corpo e do mundo que a circunda, como também lhe providencia o espaço para os seus primeiros contactos sociais dentro de um grupo, que auxiliam o desenvolvimento da sua espontaneidade, criatividade e responsabilidade (Dominguez, et al., 1999).

Por outro lado, o desenvolvimento físico da criança atinge estádios qualitativos que precedem o desenvolvimento cognitivo e social. Assim, a actividade física educativa oferece aos alunos experiências concretas, necessárias às abstracções e operações cognitivas inscritas nos Programas de outras áreas, preparando os alunos para a sua abordagem ou aplicação. Estas evidências justificam a importância crucial desta Área

Curricular no 1º Ciclo, como componente inalienável da Educação.

As actividades lúdicas e pré-desportivas assumem assim importância fundamental como veículo de desenvolvimento da criança, entendido num processo integral e harmonioso. Resumidamente, podemos considerar três grandes domínios do desenvolvimento: o cognitivo, o sócio-afectivo e o psicomotor:

 

 

 

Domínio

 

Capacidades a desenvolverem

 

     

 

 

 

Psicomotor

 

– Coordenação motora global;- Execução de elementos e gestos técnicos e tácticos específicos a cada modalidade;- Resistência geral;- Flexibilidade e agilidade;- Controlo da orientação espacial;

– Velocidade de reacção simples e complexa de execução de acções motoras básicas e de deslocamento;

– Equilíbrio dinâmico em situações de “voo”, de aceleração e de apoio instável e/ou limitado;

– Auto-estima;

– Auto-confiança;

– Motivação intrínseca

 

 

  Sócio – afectivo   – Respeito pelo próximo;- Cooperação;- Responsabilidade;- Cordialidade e auto-controlo; 
    Cognitivo

 

– Interpretação correcta dos exercícios realizados;- Compreensão, aplicação e cumprimento de regras;- Realização de forma correcta das componentes críticas de cada exercício;- Expressão oral com correcção de alguns elementos da actividade;- Utilização destas aprendizagens noutras áreas curriculares;

 

Organização das Actividades

 

A avaliação na Actividade Física e Desportiva deve começar logo no início do ano, com o intuito de apreciar e avaliar as capacidades dos alunos, para posteriormente o professor averiguar se o programa se e contra dentro  do nível de aptidão das crianças, todo este processo que se designa de avaliação diagnóstica.

 

A partir  da avaliação da aptidão inicial que o professor faz dos seus alunos, o professor pode definir prioridades para períodos de tempo mais reduzidos (objectivos por etapas) devendo assim escolher/ seleccionar situações de aprendizagem adequadas a esses objectivos.

 

A organização do processo ensino-aprendizagem deve ter em atenção os seguintes aspectos:

 

¦ No início do ano (cerca de ¾ semanas) apreciar o nível inicial dos alunos, rever e/ou consolidar rotinas de organização e funcionamento das aulas de Actividade Física e Desportiva;

 

¦ No final dos períodos de interrupção das aulas (Natal, Carnaval e Páscoa), deve-se fazer uma breve revisão sobre os conteúdos abordados e colocar novos desafios aos alunos;

 

¦ Perto  do final do ano lectivo (segunda quinzena de Maio), deve ser feita a avaliação de todas as competências adquiridas pelos alunos confrontando-os com os objectivos definidos. É muito importante efectuar o balanço geral do trabalho desenvolvido ao longo do ano lectivo.

 

Desta forma, a avaliação deve ser contínua e sistemática durante todo o processo de ensino-aprendizagem pois assim permite ao professor ajustar e reformular objectivos seleccionados e modificar caso seja necessário, as estratégias definidas para o cumprimento desses objectivos.

 

Estrutura da Aula de Actividade Física e Desportiva

A aula de Educação Física deve ser estruturada em três partes, são elas:

 

¦ Parte inicial (10 a 15 min), onde o professor faz a revisão da aula anterior, e define o que vai acontecer na mesma aula. Faz parte ainda desta etapa da aula o aquecimento que deve ser progressivo em termos de intensidade, não esquecendo o aquecimento articular.

 

¦ Parte principal e/ou fundamental (60 a 70 min), com situações de aprendizagem e/ou aperfeiçoamento das habilidades motoras.

 

¦ Parte final/alongamentos (10 a 15 min) deve ser divertida e de relaxamento, onde deve ser estimulado o interesse e a motivação dos alunos para a próxima aula.

 

 

Recursos Materiais

 

î   Colchões de ginástica

î   Cordas;

î   Bolas balão

î   Arcos;

î   Cones / pinos de sinalização;

î   Coletes;

î   Bolas de futebol;

î   Bolas de iniciação ao andebol;

î   Bolas basquetebol;

î   Balões de iniciação ao voleibol;

î   Saco para bolas;

î   Mini-bomba;

î   Testemunhos;

î   Andas;

î   Raquetes de badmington;

–  Outros…


 

Recursos Espaciais:

 

As escolas deverão ser dotadas de instalações próprias para a realização de actividades desportivas, para que este programa seja realizável na sua totalidade. Na eventualidade de estas não possuirem as condições consideradas optimas, cada escola deve disponibilizar salas que reúnam o mínimo de condições para a prática desta.

 

Recursos Temporais:

 

No Agrupamento Brás Garcia de Mascarenhas as aulas de Actividade Física e Desportiva do 1º CEB são leccionadas em blocos de 90 minutos. Nos outros agrupamentos tem blocos de 90 e 45 minutos.

 

Material para a realização das aulas de Actividade Física e Desportiva

 

Os alunos devem apresentar-se devidamente equipados com vestuário que permita a liberdade dos movimentos, como por exemplo (fato de treino; camisola, calças de algodão e sapatilhas).

 

 

Conteúdos:

 

Blocos

Actividade

1ºAno

2ºAno

3ºAno

4ºAno

1

Deslocamento e equilíbrio

X

X

 

 

2

Perícia e manipulação

 X

 

 

3

Rítmicas e expressivas

 X

4

Jogos infantis

 X

 X

 

 

5

 

Jogos pré – desportivos

 

 

 X

 X

6

 Oposição e Luta

 X

7

Exploração da Natureza

 X

 X

8

Atletismo

 X

 X

 X

9

Jogos Colectivos

 

 

 X

10

Ginástica

 

 

 X

 X

 

 

 

Bloco 1 – Actividades de deslocamento e equilíbrio

Objectivos

Actividades

Estratégias de intervenção

Ajustar o equilíbrio às acções motoras básicas de deslocamento, no solo e em aparelhos.

 …

Percursos, jogos e estafetas, com integração de várias habilidades (rastejar, rolar, saltar, subir e descer, fazer enrolamento);

 …

Abordagens lúdicas, articulando as acções individuais e de grupo, tomando medidas especiais de segurança.

 …

  

Bloco 2 – Perícia e Manipulação

Objectivos

Actividades

Estratégias de intervenção

Realizar habilidades variadas, manipulando diferentes implementos/instrumentos;

Actividades de manipulação com bola, arco, cordas raquetes., e com e sem oposição.

Partir progressivamente do domínio dos objectos em situação individual e a pares.

 

Bloco 3 – Rítmicas e expressivas

Objectivos

Actividades

Estratégias de intervenção

Combinar deslocamentos, movimentos não locomotores e equilíbrios, adequados às acções rítmicas e aos motivos respectivos.

 …

Todas as formas de dança: dança-jazz, hip-hop, etc;Situações de exploração do movimento, em harmonia com o ritmo (musical ou outro)…. Situações que explorem a movimentação em grupo, em pares, ou individualmente. A partir  dos temas e acções rítmicas criar pequenas sequências de movimentos…

 

Bloco 4 – jogos infantis

Objectivos

Actividades

Estratégias de intervenção

Praticar jogos infantis cumprindo as suas regras, seleccionando e realizando com intencionalidade e oportunidades as acções características desses jogos;Conhecer as tradições e o património cultural da comunidade rural e da urbana e praticar os jogos;… . Toca e foge, roda do lenço, cabra cega, gato e o rato, barra do lenço, salto ao eixo, jogo da macaca, jogo das cadeiras, jogos tradicionais (tracção com corda, jogo do aro, etc.)… A dimensão cognitiva do espaço de jogo e o nível de desempenho deve determinar o número de pessoas por grupo/equipa.Jogos característicos da respectiva região e, numa perspectiva interdisciplinar, suscitar a recolha de jogos de geração anteriores….

 

Bloco 5 – jogos pré – desportivos

Objectivos

Actividades

Estratégias de intervenção

Adquirir competências fundamentais para potenciar a aprendizagem dos jogos desportivos colectivos;Aplicar a capacidade criativa numa perspectiva multidisciplinar;… Bola ao capitão, stop, rabia, jogos de passes, bola ao poste, etc….  Abordagens interdisciplinares, em grupo e com uma forte componente lúdica….

 

Bloco 6 – Luta

Objectivos

Actividades

Estratégias de intervenção

Controlar a agressividade e respeitar as regras;Ajustar os comportamentos em função das acções e reacções do opositor;… Todas as formas de luta em situação lúdica (jogo dos torneios, jogo das almofadas,etc.)… Abordagem lúdica, agrupando as crianças em função da sua estatura e peso….

 

Bloco 7 – Exploração da Natureza

Objectivos

Actividades

Estratégias de intervenção

Integrar habilidades motoras (trepar, correr, saltar, etc.) no contacto com a Natureza e em conformidade com as respectivas características;Aplicar o sentido de orientação no espaço, em clima de descoberta; 

Respeitar as regras de segurança e de preservação do meio ambiente;

Percursos de jogos de orientação em corrida e em marcha…. Abordagens interdisciplinares, em grupo ou individual, e tomar medidas especiais de segurança….

 

Bloco 8 – Atletismo

Objectivos

Actividades

Estratégias de intervenção

Realizar as acções motoras fundamentais de cada modalidade do Atletismo…. Corrida, saltos e estafetas… Utilizar formas lúdicas;Privilegiar as estafetas com forma de relacionamento do esforço individual aos resultados colectivos….

 

Bloco 9 – Jogos colectivos

(Andebol, Basquetebol, Futebol e Voleibol)

Objectivos

Actividades

Estratégias de intervenção

Realizar habilidades básicas,Ajustando-as às acções técnico-táctico fundamentais da respectiva modalidade;Cumprir as regras e o objectivo do jogo em cooperação com os companheiros.

.Formas simplificadas de jogo com tempo e espaço reduzidos e com menor número de jogadores por equipa;Situações de exercícios; 

Jogo

Explicar globalmente o jogo focando o objectivo e apresentando progressivamente as regras que o caracterizam;Adequar o número de elementos de cada equipa para facilitar a compreensão do jogo e permitir mais oportunidades de prática; 

Trocar frequentemente as funções de cada um, para evitar especialização precoce.

 

Bloco 10 – Ginástica

Objectivos

Actividades

Estratégias de intervenção