QUANTOS QUILOS QUER PERDER ATÉ AO VERÃO?

Quatro livros de dietas estão no top de vendas em Portugal: uns só para quem quer perder muito peso, outros para quem está apenas a pensar na próxima estação. Vamos dizer-lhe qual se adapta melhor ao seu corpo e estilo devida.

 

A TEMPO  DAS FÉRIAS
A DIETA DOS 37 DIAS
DE ÁGATA ROQUETÍE
— A nutricionista chegou a pesar 90 quilos, mas em seis meses perdeu 20. As regras que impôs a si mesma são as que hoje Ágata Roquette recomenda aos pacientes que a procuram — e as que descreve no livro A Dieta dos 31 Dias, lançado em Abril e no número três do top de vendas em Portugal.
O ESQUEMA
— O plano da nutricionista tem duas fases: nos primeiros 15 dias, nada de hidratos de carbono (ou quase nada) e perde uma média de três quilos; nas outras duas semanas, voltam a fruta e as sopas cortadas no arranque, e ainda perde mais ou menos dois quilos. Esta fase pode durar mais tempo, se tiver muito peso para perder.
Há ainda mais duas etapas: a terceira é uma alternativa à segunda (para quem está desmotivado e precisa de variar os menus); a quarta é de manutenção e permite todos os alimentos (leu bem: todos) sem recurso a comprimidos, contagem de calorias ou exercício físico puxado.
O DIA-A-DIA
— Deverá ser sempre composto por cinco  refeições: pequeno-almoço, meio da manhã, almoço, lanche e jantar. O pequeno-almoço é idêntico ao longo de toda a dieta e na fase de manutenção: deve comer pão com um dos seguintes acompanhamentos — queijo fresco, presunto, salmão fumado, salsicha de aves ou fiambre de peru e queijo magro. Para beber, pode escolher um copo de leite (com ou sem café) ou um iogurte magro.

As refeições intercalares incluem iogurtes magros, pequenas bolas de queijo flamengo, gelatinas, ovos cozidos, salsichas de peru ou cenoura crua enrolada em fiambre. Nas duas últimas semanas já pode comer fruta (uma maçã, uma pêra, um pêssego, uma laranja, dois kiwis, duas tangerinas ou uma taça de frutos vermelhos por dia).

Para os almoços e jantares, Ágata Roquette sugere receitas variadas, que incluem todo o tipo de carne, excepto as gordas (vaca e porco); peixe, marisco e moluscos; ovos cozidos, mexidos ou estrelados em azeite e em omeletas; e algumas verduras e legumes.

A dieta de Ágata Roquette foi adaptada aos portugueses:
permite pão e Coca-Cola Iight

O MAIS DIFÍCIL
— Os primeiros quatro dias são os mais complicados porque o corpo ainda não está habituado às restrições. No segundo e terceiro dias sentirá falta dos doces e a privação de açúcar pode deixá-lo sem energia, triste ou esquecido. O período do dia mais crítico é a meio da tarde: as pessoas estão habituadas a ir lanchar à pastelaria mais próxima ou a comer bolachas no escritório.

É essencial ter sempre consigo bolas de queijo, rolinhos de fiambre, iogurtes magros ou gelatinas para não chegar a casa esfomeado e devorar tudo o que encontra no frigorifico. “Não passe fome”, repete a nutricionista no livro.

A GRANDE VANTAGEM

— O programa de Ágata Roquette foi adaptado aos hábitos dos portugueses: por exemplo, a maioria das dietas proteicas, como a famosa Atkins, proíbe o pão e as sobremesas; limita os lacticínios; não permite acompanhar proteínas com verduras; e restringe qualquer bebida que não seja água e chá. A especialista inclui pão de mistura, integral ou escuro ao pequeno-almoço por saber que se trata de um hábito nacional difícil de abandonar; permite iogurtes e leite ao pequeno-almoço e nos intervalos das refeições; recomenda o consumo de verduras semlimite; eaté autoriza doces depois das refeições (como gelatina) e bebidas com gás — desde que tenham poucas calorias.
Ágata Roquette é ainda mais permissiva: uma vez por semana concede o Dia da Asneira — um dia em que pode comer e beber tudo. “Psicologicamente, é fundamental para o sucesso da dieta, até porque, depois dele, qualquer um dos meus pacientes se sente mais motivado para a semana seguinte.”
ALIMENTOS PROIBIDOS
— Bebidas alcoólicas e sumos naturais; molhos como ketchup; arroz, massa, bata e cuscuz; óleos e margarinas; feijão, grão, ervilhas, favas e lentilhas; cenoura abóbora e beterraba; tostas, bola cereais e farinhas; açúcar, doces e chocolates.

 

DIETA IMPLACAVEL

PERCA O PESO CERTO DE BOB HARPER

— Bob Harper, o famoso treinador do Concurso The Biggest Loser, não faz cedências:
quem respeitar as suas normas perderá peso, quem as transgredir engordará. O livro Perca o Peso Certo, que chegou a Portugal no mês passado, depois de ter alcançado o top de vendas da Amazon, não é só um manual de princípios duros, também oferece ementas para um mês de dieta.

 

O ESQUEMA
— São 20 regras — permanentes, rígidas e difíceis de cumprir. Nenhuma é negociável. E todas são obrigatórias. O método do treinador de fitness conjuga um plano alimentar de emagrecimento de quatro semanas com um conjunto de
regras básicas de manutenção do peso, que devem ser aplicadas durante toda a vida. O autor sugere cinco refeições obrigatórias por dia (pequeno-almoço, lanche de meio da manhã, almoço, lanche de meio da tarde e jantar) e como homens e mulheres necessitam de um número diferente de calorias diárias (1.500 eles; 1.200 elas), dá ementas separadas.

 

O DIA-A-DIA

1. Beber um grande copo de água antes de cada refeição.

2. Não consumir bebidas calóricas — quando bebe um refrigerante, está a ingerir o equivalente ao que devia ser a totalidade do seu almoço. Os sumos naturais, o leite com café e as bebidas alcoólicas são proibidas. Excepções: vinho, em particular o tinto (mas não quando estiver a fazer dieta), e café.

3. Comer proteínas a todas as refeições — assim evita a fome e o mau humor. Privilegie o peixe, coma ovos sem a gema e escolha frango e peru quando a opção for carne.

4. Reduzir o consumo de farinhas ou cereais ref’mados — substituir o esparguete, o pão e o arroz branco pelas opções integrais.

5. Consumir entre 30 e 50 gramas de fibra por dia — fruta como o mirtio, a maçã e a pêra (com casca) e legumes como a abóbora e os brócolos são óptimos.

6. Comer maçãs e frutos silvestres diariamente — estes frutos têm capacidades incríveis para a manutenção do peso.

7. Não comer hidratos de carbono depois do almoço.

8. Aprender a ler os rótulos — é essencial perceber os códigos para ter controlo sobre aquilo que come. Atenção ao número de porções, calorias e lista de ingredientes.

9. Esquecer as aproximações e acertar nas porções — para não devorar pacotes inteiros, abasteça a cozinha de alimentos divididos pelas doses recomendadas. Se for preciso, divida-os você mesmo em pequenos recipientes.

1o. Acabar com os adoçantes, incluindo os artificiais.

11. Eliminar as batatas — em todas as formas (fritas, assadas, cozidas ou em puré).

12. Ter um dia por semana só de vegetais— ou, pelo menos, sem proteínas animais.

13. Acabar com a comida rápida e os fritos.

14. Tomar um bom pequeno-almoço, de preferência uma hora depois de acordar.

15. Confeccionar as refeições e comer em casa pelo menos io vezes por semana — é uma forma de controlar o que come. Um estudo revelou que quem planeia refeições tem o dobro das probabilidades de emagrecer.

16. Eliminar os alimentos com muito sal. Usar limão para realçar os sabores e adicionar metade do sal que as receitas indicam.

17. Comer legumes — em especial couve e brócolos ou sob a forma de sopa.

18. Deitar-se com fome — escolha uma das estratégias: não comer nas três horas que antecedem a hora de deitar, não comer depois das 2oh ou não comer depois do jantar.

19. Dormir bem — descansar transforma massa gorda em massa muscular e emagrece.

20. Fazer uma refeição livre por semana. De preferência, o pequeno-almoço ou o almoço.

 

O MAIS DIFÍCIL
— Os primeiros 15 dias são muito austeros, mas os menus tornam-se progressivamente menos rígidos. Deixar de comer hidratos de carbono depois do almoço é a parte mais dura: “Enquanto trabalhamos, suportamos chefes e colegas de trabalho idiotas, sofremos com os engarrafamentos de trânsito e transportes públicos insanos, começamos a sentir que… algo nos é devido ao fim do dia. Ou que merecemos algo. E para muitos de nós esse algo é habitualmente feito à base de açúcar”, diz Bob Harper.
Obstáculo adicional: a sua dieta foi concebidaapensar nos norte-americanos. Alguns dos alimentos aconselhados são difíceis de encontrar em Portugal ou têm diferentes composições. E os hábitos também diferem: dificilmenteum português comerábrócolos assados com alho ao pequeno-almoço.

A GRANDE VANTAGEM
— É uma dieta pensada a longo prazo, que
vai contra os regimes conhecidos como ioiôs
(perder peso e recuperar logo a seguir). E permite uma refeição livre por semana.
ALIMENTOS PROIBIDOS
— Quase todas as bebidas além de água e chá; pão e cereais brancos; adoçantes; batatas; e qualquer alimento frito. Deve privilegiar o peixe em relação à carne, mas se não estiver disposto a cortar de vez, evite alcatra de porco (é a parte com o teor de gordura mais elevado) e os cortes de vaca mais gordos: acém comprido, acém redondo, coberta do acém,filet mignon e ponta do rosbife (T-bone).

 

O REGIME MAIS FÁCIL
PESO, UMA QUESTÃO DE PESO
DE PAULA VELOSO E TERESA MAIA

— O livro das nutricionistas Paula Veloso e Teresa Maia chegou à lista dos io mais vendidos em Portugal menos de um mês depois do seu lançamento, em Maio. Além de planos alimentares diários que não deixampassar fome, tem truques para aumentar a saciedade e mudar hábitos alimentares.

O ESQUEMA
— O livro ensina a calcular, através de uma fórmula que tem em conta o seu peso, quantas calorias deve ingerir diariamente para, primeiro, emagrecer (perder um ou meio quilo por semana, consoante a necessidade) e, depois, manter o peso. Feitas as contas, basta escolher um dos 12 planos apresentados.

O DIA-A-DIA
— Tem de escolher um dos planos alimentares diários de sete refeições (pequeno-almoço, merenda da manhã, almoço, primeira merenda da tarde, segunda merenda da tarde, jantar e ceia), que variam entre as 1.400 e as 2.500 calorias. Em todos é permitido comer pão ao pequeno-almoço, a meio da manhã e ao lanche, porque é um mito que este engorde muito. “Como qualquer outro alimento, o pão contém calorias. Mas muitas vezes é o recheio que pode contribuir para o excesso calórico”, afirmam.

Esta dieta também permite comer batatas, sopa, arroz e esparguete ao almoço e ao jantar — alimentos completamente proibidos na maioria dos regimes, pelo menos numa primeira fase. As autoras são contra dietas apressadas. “Quanto mais rápido se perde, mais rápido se recupera”, diz Paula Veloso .
Se um dia cometer um deslize (deve fazer um registo diário de alimentos, bebidas e actividade física praticada para avaliar o que come e identificar os erros), no dia seguinte pode compensar com um plano menos calórico. E entre o almoço e o jantar deve alternar a ingestão de carne, peixe e ovos.
Não abra mão da sopa e da sobremesa igual nas principais refeições para mais tarde não ter fome nem vontade de recorrer a doces.

O MAIS DIFÍCIL
— Fazer as sete refeições diárias, seja pela falta de tempo seja pelo receio de estar a comer demais. E cumprir a fase de manutenção: apesar de ser mais fácil do que a dieta, é muitas vezes abandonada depois de se atingir o peso pretendido.

A GRANDE VANTAGEM
— Não tem verdadeiramente alimentos proibidos, desde que compense o que come cortando o seu valor calórico de outra forma. Por exemplo, um gelado de 200 calorias pode substituir um lanche composto por duas tostas integrais, um iogurte e uma maçã. E até uma refeição pontual numa cadeia defastfood poderá ser integrada num plano de emagrecimento — desde que se façam compensações.

ALIMENTOS PROIBIDOS
— Não são exactamente proibidos, são alimentos a evitar: os que têm um elevado teor de açúcar e/ou gordura (mel, compotas, bolos, gelados, bolachas, chocolates, guloseimas), os que têm muita gordura (alheiras, chouriço, salsichas, pastéis de carne, empadas, rissóis, croquetes, pastéis de bacalhau, chamuças, batatas fritas),fastfood (sobretudo menus de hambúrgueres, pizzas ou cachorros com mais de 6oo calorias), bebidas açucaradas (refrigerantes e sumos) e alcoólicas (vinho, cerveja, aguardente, whisky, vodka).

 

 

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