Quem sabe para onde vai o tempo?

Se ninguém duvida dos benefícios do exercício físico — especialmente aqueles que passam o tempo no emprego , porque é que nem toda a gente põe isso em prática?
Existem alguns estudos acerca do modo de vida das pessoas que nos podem fornecer algumas pistas. Segundo um estudo polivalente denominado Projecto de Utilização do Tempo pelos Americanos, os homens dispõem, em média, de quarenta horas de tempo livre por semana — cerca de cinco horas de lazer, de segunda a sexta-feira, sete horas ao sábado e oito horas ao domingo.
Hoje em dia, a semana de trabalho de quarenta horas é contrabalançada pela semana recreativa de quarenta horas, observa o Dr. John P. Robison, professor de sociologia na Universidade de MaryLand, em Coilege Park, e director deste projecto. »

É difícil de acreditar, mas temos agora mais sete horas de tempo livre do que há duas décadas atrás.
Todos os anos, a NPD Group, uma empresa de investigação do mercado de consumo, com sede em Rosemont, Illinois, pede a três mil pessoas provenientes de toda a parte do país — mil e quinhentos homens e mil e quinhentos mulheres, com idades compreendidas entre os dezoito e os noventa anos, e representantes de todas as classes económicas, que apontem num diário tudo aquilo que fazem, de hora a hora, durante vinte e quatro horas. Apesar de se terem verificado algumas alterações, há muita coisa que se mantém inalterada desde há quatro anos, segundo nos informa o seu vice-presidente, Harry Balzer.
O sono leva-nos a maior parte do tempo: sete horas e vinte e cinco minutos por dia. As actividades relacionadas com o trabalho, como a formação, as deslocações e o trabalho em si, ocupam o segundo maior bloco de tempo: quatro horas e
quarenta o dois minutos. (Devido ao facto de este número representar um valor médio, em função dos sete dias da semana, e incluir os inactivos, é pouco enganador. Os activos que preencheram o diário dizem que trabalham sete horas e meia por dia.)



Contudo, isto não quer dizer que não haja muita gente que trabalhe mais do que dantes. Não se esqueça que as sete horas e meia de trabalho diário representam um valor médio. Entre 1973 e 1993, o número de homens que trabalhavam quarenta e nove horas ou mais, por semana, aumentou de 23,9% para 29,2%, segundo as estatísticas oficiais.

Mas, nas pesquisa efectuada pela NDP Group, a diversão — coisas como ver televisão ou vídeos, ouvir música, ler ou visitar amigos, aparece em terceiro lugar.

«O tempo gasto por dia, em diversão, corresponde a um total de quatro horas e vinte e três minutos», diz Harry Baizer.
E antes que diga que está a mudar os seus hábitos, no sentido de se dedicar mais à leitura, a Nielson Media Research, uma organização nova-iorquina que analisa o comportamento dos telespectadores, relata que os homens com mais de dezoito anos gastam, em média, três horas e cinquenta e dois minutos a ver televisão.

Por outro lado, segundo os dados da NDP Group, «as pessoas gastam, em média, quinze minutos por dia a fazerem exercício», informa Harry Balzer.
Outro estudo encomendado pelo Presidente Council on Physical Fitness and Sports revela que 42% daqueles que não fazem qualquer exercício dizem «que não têm tempo suficiente», afirma Mary Ann Hill, directora de comunicação para o President’s Coundl on Physical Fitness and Sports, em Washington, DC.
Algumas pessoas dizem:

“Hoje não vou treinar porque não posso dispor de dez minutos para me deslocar ao ginásio, mudar de roupa, treinar durante trinta e cinco minutos, tomar um duche e voltar”. Mas você não precisa de dispor de uma hora, todos os dias. Basta-lhe caminhar, com passos rápidos, durante vinte minutos, se for só esse o tempo de que dispõe. Ou dez minutos. Arranje algum tempo para praticar exercício e aproveite-o, aconselha Mary Ann HilI.

O Dr. James Rippe é da mesma opinião. «Multas pessoas ainda não se aperceberam como é que podem encaixar o exercício na sua vida. Não é uma prioridade para elas. Não compreendem que podem fazê-lo de diferentes maneiras, que podem conjugar vários tipos de exercícios, em vez de concentrarem todo o esforço numa só sessão. Mas a maior barreira que têm de ultrapassar é a da percepção da falta de tempo. Na realidade, esse tempo existe. O problema está apenas na ideia de que esse tempo não existe».
É fundamental aproveitar o pouco tempo que tem e fazer algum exercício e rentabilizar o treino…

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